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Cantor é morto por engano após levar mais de 20 tiros, diz suspeito durante depoimento

O delegado do caso afirma que os dois detidos responderam por homicídio qualificado, quando ocorre por motivo considerado fútil e deixa a vítima impossibilitada de se defender.

Um cantor sertanejo acabou morrendo após levar mais de 20 tiros por engano. O crime aconteceu no bairro Colônia Santo Antônio, na zona norte de Manaus, no Amazonas. Os assassinos da vítima confessaram à polícia que tiraram a vida da pessoa errada. A informação sobre o caso foi confirmada pelo delegado Ricardo Cunha, da DEHS (Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros, ao portal de notícias Splash.

Após alguns dias de investigação, dois suspeitos de envolvimento no crime foram detidos pela polícia. Em depoimento, ambos confessaram o crime, afirmando terem sido contratados para tirar a vida de um homem, que não seria o cantor Igor Moreira. O delegado ainda informa que os autores do crime foram identificados como Wala e Gabriel.

“No momento da ação criminosa, Wala foi o motorista do veículo que deu fuga ao grupo, ‘Dedinho’ e Patrick de Lima Batista, chamado de ‘PK’, foram os executores; e Jânio Pacheco de Sales, conhecido como ‘Pica Pau’, o mandante”, afirmou o delegado. No momento, as investigações continuam no intuito de identificar outros dois envolvidos no crime.

Seguindo o depoimento dos criminosos, o cantor Igor Moreira perdeu a vida por engano. Os assassinos alvejaram o sertanejo apenas por estar transitando pela cidade com um carro de características semelhantes ao usado pelo verdadeiro alvo deles. Ao comentar sobre a perda, a noiva do cantor confessou que estava sem chão.

“Ele [Igor] era claramente inocente, sem passagem pela polícia, sem envolvimento com o tráfico de drogas ou com agiotagem”, contou Antony.

O delegado do caso afirma que os dois detidos responderam por homicídio qualificado, quando ocorre por motivo considerado fútil e deixa a vítima impossibilitada de se defender. A polícia também já possuí a identidade do mandante do crime, Jânio Pacheco de Sales, mais conhecido na região como Pica Pau.

“O primeiro preso foi apontado como o motorista de um dos veículos utilizados no crime. Ele teria recebido a ordem para matar o desafeto do traficante e foi responsável por cooptar os outros envolvidos no crime. Eles encontraram a vítima na feira do Manôa [em Manaus] e aí seguiram até a execução, que ocorreu na casa da sogra do Igor”, concluiu o oficial.